Uma agência brasileira grande, dessas que aparecem em ranking e cobram cifras de sete dígitos, foi contratada para defender publicamente um cliente em crise. Imagem manchada, opinião pública virando, prazo curto. Tinha orçamento. Tinha estrutura. Tinha portfólio.
O que não tinha era pesquisa. A agência abordou um influenciador para pagar pela defesa do cliente nas redes sem checar quem era a pessoa, no que ela acreditava ou o que ela já tinha publicado. O influenciador recusou em público. Tornou a abordagem pública. A história virou manchete. O cliente, que pagava para sair da crise, ganhou uma camada nova dela. A agência, que vivia de portfólio, virou estudo de caso de outra coisa.
A operação falhou em uma etapa que custa zero. Ler antes de propor. Nenhum case anterior, nenhum prêmio, nenhuma sala de reunião com vista compensa um time que pula o diagnóstico.